terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Quaresma

Na linguagem corrente, a Quaresma abrange os dias que vão da Quarta-feira de Cinzas até ao Sábado Santo. Contudo, a liturgia propriamente quaresmal começa com o primeiro Domingo da Quaresma e termina com o sábado antes do Domingo da Paixão.

A Quaresma pode se considerar, no ano litúrgico, o tempo mais rico de ensinamentos. Lembra o retiro de Moisés, o longo jejum do profeta Elias e do Salvador. Foi instituída como preparação para o Mistério Pascal, que compreende a Paixão e Morte (Sexta-feira Santa), a Sepultura (Sábado Santo) e a Ressurreição de Jesus Cristo (Domingo e Oitava da Páscoa).

Data dos tempos apostólicos a Quaresma como sinônimo de jejum observado por devoção individual na Sexta-feira e Sábado Santos, e logo estendido a toda a Semana Santa. Na segunda metade do século II, a exemplo de outras igrejas, Roma introduziu a observância quaresmal em preparação para a Páscoa, limitando porém o jejum a três semanas somente: a primeira e quarta da atual Quaresma e a Semana Santa. 

A verdadeira Quaresma com os quarenta dias de jejum e abstinência de carne, data do início do século IV, e acredita-se que, para essa instituição, tenham influído o catecumenato e a disciplina da penitência pública.

O jejum consistia originariamente numa única refeição tomada à tardinha; por volta do século XV tornou-se uso comum o almoço ao meio-dia. Com o correr dos tempos, verificou-se que era demasiado penosa a espera de vinte e quatro horas; foi-se por isso introduzindo o uso de se tomar alguma coisa à tarde, e logo mais também pela manhã, costume que vigora ainda hoje. O jejum atual, portanto, consiste em tomar uma só refeição diária completa, na hora de costume: pela manhã, ao meio-dia ou à tarde, com duas refeições leves no restante do dia.

A Igreja prescreve, além do jejum, também a abstinência de carne, que consiste em não comer carne ou derivados, em alguns dias do ano, que variam conforme determinação dos bispos locais. 

No Brasil são dias de jejum e abstinência a quarta-feira de cinzas e a sexta-feira santa. Por determinação do episcopado brasileiro, nas sextas-feiras do ano (inclusive as da Quaresma, exceto a Sexta-feira Santa) fica a abstinência comutada em outras formas de penitência.

Praticar a abstinência é privar-se de algo, não só de carne. Por exemplo, se temos o hábito diário de assistir televisão, fumar, etc, vale o sacrifício de abster-se destes itens nesses dias. A obrigação de se abster de carne começa aos 15 anos. A obrigação de jejuar, limitando-se a uma refeição principal e a duas mais ligeiras no decurso do dia, vai dos 21 aos 59 anos. Quem está doente (isto também vale para as mulheres grávidas) não está obrigado a jejuar.

“Todos pecamos, e todos precisamos fazer penitência”, afirma São Paulo. A penitência é uma virtude sobrenatural intimamente ligada à virtude da justiça, que “dá a cada um o que lhe pertence”: de fato, a penitência tende a reparar os pecados, que são ultrajes a Deus, e por isso dívidas contraídas com a justiça divina, que requer a devida reparação e resgate. Portanto, a penitência inclina o pecador a detestar o pecado, a repará-lo dignamente e a evitá-lo no futuro.

A obrigatoriedade da penitência nasce de quatro motivos principais, a saber:

 - Do dever de justiça para com Deus, a quem devemos honra e glória, o que lhe negamos com o nosso pecado;

- da nossa incorporação com Cristo, o qual, inocente, expiou os nossos pecados; nós, culpados, devemos associar-nos a ele, no Sacrifício da Cruz, com generosidade e verdadeiro espírito de reparação.

- Do dever de caridade para com nós mesmos, que precisamos descontar as penas merecidas com os nossos pecados e que devemos, com o sacrifício, esforçar-nos por dirigir para o bem as nossas inclinações, que tentam arrastar-nos para o mal;

- do dever de caridade para com o nosso próximo, que sofreu o mau exemplo de nossos pecados, os quais, além disso, lhe impediram de receber, em maior escala, os benefícios espirituais da Comunhão dos Santos.

Vê-se daí quão útil para o pecador aproveitar o tempo da Quaresma para multiplicar suas boas obras, e assim dispor-se para a conversão.

Segundo os Santos Padres, a Quaresma é um período de renovação espiritual, de vida cristã mais intensa e de destruição do pecado, para uma ressurreição espiritual, que marque na Páscoa o reinício de uma vida nova em Cristo ressuscitado.

A Quaresma tem por escopo primordial incitar-nos à oração, à instrução religiosa, ao sacrifício e à caridade fraterna. Recomenda-se por isso a freqüência às pregações quaresmais, a leitura espiritual diária, particularmente da Paixão de Cristo, no Evangelho ou em outro livro de meditação.

O jejum e abstinência de carne se fazem para que nos lembremos de mortificar os nossos sentidos, orientando-os particularmente ao sincero arrependimento e emenda de nossos pecados.

A caridade fraterna — base do Cristianismo — inclui a esmola e todas as obras de misericórdia espirituais e corporais.

Na Quaresma é usado a cor roxa.

Fonte:http://www.catequisar.com.br/texto/materia/celebracoes/quaresma/04.htm

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013


Servidores do altar


Coroinha, acólito, servidor do altar. São vários os nomes, mas a função é só uma: servir o altar. Os meninos e meninas que ajudam os clérigos durante as celebrações litúrgicas. São Tarcísio foi coroinha na Igreja de Roma por volta do terceiro século e serviu ao altar, acompanhando o Papa Sisto II nas celebrações eucarísticas. Ele esteve disposto a servir a Igreja por Jesus Cristo até o final de sua vida, quando foi apedrejado por alguns rapazes até morrer . Hoje, os coroinhas seguem o exemplo de vida de São Tarcísio.
coroinha acolito
De uma forma geral, conforme retratam as imagens na entrada da Igreja da Ressurreição no Arpoador (fotos), usam túnica vermelha com sobrepeliz branca (veste oficial). Nas missas, possuem funções litúrgicas. Entre elas, estão as funções de turiferário, librífero, cruciferário e cerimoniário. Turiferário é o nome atribuído ao coroinha que manuseia o turíbulo, utilizado para a incensação durante celebrações solenes; librífero é aquele que leva o Missal Romano, livro que contém a Liturgia das missas; cruciferário é quem “porta” a Cruz celebrativa, levando-a até o altar durante a procissão de entrada e retirando-a na saída; e cerimoniário é o coroinha que auxilia o padre a ler as orações no Missal e que é o responsável para que tudo esteja organizado na missa.
Celeiro de vocações sacerdotais e religiosas
No exercício desse serviço nas missas, alguns coroinhas sentem-se chamados por Deus a seguir a vocação sacerdotal ou religiosa. Segundo o responsável pelos coroinhas do Vicariato Leopoldina, padre Klepler Magalhães, muitas vocações brotam de jovens que começam inicialmente ajudando os sacerdotes e, com o testemunho desses sacerdotes e tudo o que eles vivenciam no serviço a Deus, também se sentem chamados ao sacerdócio.
“Desde pequenos, os coroinhas tem esse amor a Deus, à Eucaristia e à Igreja. Estando nesse grupo, o padre tem como acompanhar mais de perto e fazer com que eles, caminhando nas etapas, sobretudo as mais difíceis da juventude, cresçam numa maturidade de fé”, destacou.
coroinha acolito

Para se informar como fazer parte do grupo dos coroinhas, os jovens podem procurar o pároco da paróquia que frequentam.
Fonte: jornal Testemunho de Fé - Renato Francisco

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

JMJ 2013


Em 1984 foi celebrado na Praça São Pedro, no Vaticano, o Encontro Internacional da Juventude com o Papa João Paulo II, por ocasião do Ano Santo da Redenção. Na ocasião, o Papa entregou aos jovens a Cruz que se tornaria um dos principais símbolos da JMJ, conhecida como a Cruz da Jornada.

O ano de 1985 foi declarado Ano Internacional da Juventude pelas Nações Unidas. Em março houve outro encontro internacional de jovens no Vaticano e no mesmo ano o Papa anunciou a instituição da Jornada Mundial da Juventude.

Todos os anos ela acontece em âmbito diocesano, celebrada no Domingo de Ramos e, com intervalos que podem variar entre dois e três anos, são feitos os grandes encontros internacionais.

Veja onde e quando aconteceram a primeira JMJ e as edições em nível internacional:

  • 1986 - A primeira Jornada Mundial da Juventude, realizada em Roma em 1986, teve como lema "Estejam sempre preparados para responder a qualquer que lhes pedir a razão da esperança que há em vocês"(1Pd 3, 15). A celebração aconteceu em âmbito diocesano.
  • 1987- A JMJ seguinte, em 1987, o primeiro dos encontros fora de Roma ocorreu em Buenos Aires, na Argentina, com o lema “Nós conhecemos o amor que Deus nos tem, pois cremos nele.” (1 Jo 4, 16). Na ocasião, um milhão de pessoas participaram do evento.
  • 1989 - A quarta Jornada Mundial da Juventude se deu em 1989, em Santiago de Compostela,na Espanha, com o lema: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida”(Jo 14,6).
  • 1991 - Em 1991, foi a vez da Polônia, terra natal de João Paulo II. Foi a primeira reunião dele com milhares de jovens em um país do Leste Europeu. A 6ª JMJ aconteceu em Czestochowa, com o lema “Vocês receberam o Espírito que os adota como filhos" (Rm 8,15)
  • 1993 - A 8ª JMJ foi realizada em Denver, nos Estados Unidos, em 1993, sob o lema “Eu vim para que tenham vida, e a tenham plenamente” (Jo 10,10).
  • 1995 - A maior jornada realizada até hoje, em número de participantes, cerca de quatro milhões, aconteceu em Manila, nas Filipinas em 1995, com o lema “Assim como o Pai me enviou, também eu vos envio"(Jo 20,21).
  • 1997 - Paris, na França, recebeu a 12ª Jornada Mundial da Juventude em 1997 com o lema “Mestre, onde moras? Vinde e vereis" (Jo 1,38-39).
  • 2000 - “E o Verbo se fez carne e habitou entre nós" (Jo 1,14) foi o lema da grande Jornada de 2000, o ano do Jubileu da Juventude. A 15ª JMJ aconteceu em Roma, na Itália e reuniu quase três milhões de jovens.
  • 2002 - A 17ª Jornada Mundial da Juventude, em 2002, foi realizada em Toronto, no Canadá, com o lema “Vós sois o sal da terra... Vós sois a luz do mundo" (Mt 5,13-14). Foi a última Jornada com a presença do Papa João Paulo II
  • 2005 - No ano de 2005 a juventude acolheu de braços abertos a primeira jornada conduzida pelo Papa Bento XVI, realizada em sua terra natal, a Alemanha. Colônia foi a cidade sede da 20ª JMJ que teve como lema "Viemos adorá-lo" (Mt 2, 2) e recebeu aproximadamente um milhão e meio de peregrinos.
  • 2008 - "Recebereis a força do Espírito Santo, que virá sobre vós, e sereis minhas testemunhas" (Atos 1, 8) foi o lema da JMJ da Austrália, em 2008. Na cidade de Sydney milhares de jovens cruzaram os continentes para participar da 23ª terceira edição da Jornada.
  • 2011 - Em agosto de 2011 cerca de dois milhões de jovens se reuniram para a 26ª Jornada Mundial da Juventude, realizada em Madri, na Espanha, com o lema “Enraizados e edificados em Cristo, firmes na fé” (cf. Cl 2, 7).
E no ano de 2013 acontecerá a JMJ  no Rio de Janeiro - Brasil, com o tema: Ide e fazei discípulos entre todas as nações! (cf. Mt 28, 19).
Fonte: http://www.rio2013.com/pt

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Objetos Liturgicos


§  CORPORAL - Tecido em forma quadrangular sobre o qual se coloca o cálice com o vinho e a patena com o pão.
§  MANUSTÉRGIO - Toalha com que o sacerdote enxuga as mãos no rito do Lavabo. Em tamanho menor, é usada pelos ministros da Eucaristia, para enxugarem os dedos.
§  PALA - Cartão quadrado, revestido de pano, para cobrir a patena e o cálice.
§  SANGUINHO - Chamado também purificatório. É um tecido retangular, com o qual o sacerdote, depois da comunhão, seca o cálice e, se for preciso, a boca e os dedos.
§  VÉU DE ÂMBULA - Pequeno tecido, branco, que cobre a âmbula, quando esta contém partículas consagradas. É recomendado o seu uso, dado o seu forte simbolismo. O véu vela (esconde) algo precioso, ao mesmo tempo que revela (mostra) possuir e trazer tal tesouro
§  ÂMBULA, CIBÓRIO OU PÍXIDE - É um recipiente para a conservação e distribuição das hóstias aos fiéis.
§  CÁLICE - Recipiente onde se consagra o vinho durante a missa.
§  CALDEIRINHA  - pequena vasilha, onde se coloca água benta para a aspersão.
§  ASPERSÓRIO - é um pequeno instrumento com o qual se joga água benta sobre o povo ou sobre objetos.
§  CASTIÇAL - Utensílio que se usa para suporte de uma vela.
§  CANDELABRO - Grande castiçal, com várias ramificações, a cada uma das quais corresponde um foco de luz.
§  PATENA - Pequeno prato, geralmente de metal, para conter a hóstia durante a celebração da missa.
§  BACIA E JARRA - Em tamanho pequeno, contendo a jarra a água, para o rito do "Lavabo", na preparação e apresentações dos dons.
§  CÍRIO PASCAL - Vela grande, que é benzida solenemente na Vigília Pascal do Sábado Santo e que permanece nas celebrações até o Domingo de Pentecostes. Acende-se também nas celebrações do Batismo.
§  CRUZ - Não só a cruz processional, isto é, a que guia a procissão de entrada, mas também uma cruz menor, que pode ficar sobre o altar.
§  VELAS - As velas comuns, porém de bom gosto, que se colocam no altar, geralmente em número de duas, em dois castiçais.
§  OSTENSÓRIO - Objeto que serve para expor a hóstia consagrada, para adoração dos fiéis e para dar a bênção eucarística.
§  CUSTÓDIA - Parte central do Ostensório, onde se coloca a hóstia consagrada para exposição do Santíssimo. É parte fixa do Ostensório.
§  LUNETA - Peça circular do Ostensório, onde se coloca a hóstia consagrada, para a exposição do Santíssimo. É peça móvel.
§  GALHETAS - São dois recipientes para a colocação da água e do vinho, para a celebração da missa
§  HÓSTIA - Pão não fermentado (ázimo), usado na celebração eucarística. Aqui se entende a hóstia maior. É comum a forma circular.
§  PARTÍCULA - O mesmo que hóstia, porém em tamanho pequeno e destinada geralmente `à comunhão dos fiéis.
§  RESERVA EUCARÍSTICA - Nome que se dá às partículas consagradas, guardadas no sacrário e destinadas sobretudo aos doentes e à adoração dos fiéis, em visita ao Santíssimo. Devem ser consumidas na missa seguinte.
§  INCENSO - É uma resina aromática, extraída de várias plantas, usada sobre brasas, nas celebrações solenes (Ver também a referência do nº 66).
§  NAVETA - Pequeno vaso onde se transporta o incenso nas celebrações litúrgicas.
§  TECA - Pequeno estojo, geralmente de metal, onde se leva a Eucaristia para os doentes. Usa-se também, em tamanho maior, na celebração eucarística, para conter as partículas.
§  TURÍBULO - Vaso utilizado nas incensações durante a celebração. Nele se colocam brasas e o incenso.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Presépio

Bom dia queridos, a baixo segue alguns exemplos de presépios para vocês montarem em casa.
















;)

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Santo do dia

Num sábado, no ano de 1531, a Virgem Santíssima apareceu a um indígena que, de seu lugarejo, caminhava para a cidade do México a fim de participar da catequese e da Santa Missa enquanto estava na colina de Tepeyac, perto da capital. Este índio convertido chamava-se Juan Diego (canonizado pelo Papa João Paulo II em 2002). 

Nossa Senhora disse então a Juan Diego que fosse até o bispo e lhe pedisse que naquele lugar fosse construído um santuário para a honra e glória de Deus. 

O bispo local, usando de prudência, pediu um sinal da Virgem ao indígena que, somente na terceira aparição, foi concedido. Isso ocorreu quando Juan Diego buscava um sacerdote para o tio doente: "Escute, meu filho, não há nada que temer, não fique preocupado nem assustado; não tema esta doença, nem outro qualquer dissabor ou aflição. Não estou eu aqui, a seu lado? Eu sou a sua Mãe dadivosa. Acaso não o escolhi para mim e o tomei aos meus cuidados? Que deseja mais do que isto? Não permita que nada o aflija e o perturbe. Quanto à doença do seu tio, ela não é mortal. Eu lhe peço, acredite agora mesmo, porque ele já está curado. Filho querido, essas rosas são o sinal que você vai levar ao Bispo. Diga-lhe em meu nome que, nessas rosas, ele verá minha vontade e a cumprirá. Você é meu embaixador e merece a minha confiança. Quando chegar diante dele, desdobre a sua "tilma" (manto) e mostre-lhe o que carrega, porém, só em sua presença. Diga-lhe tudo o que viu e ouviu, nada omita..."

O prelado viu não somente as rosas, mas o milagre da imagem de Nossa Senhora de Guadalupe, pintada prodigiosamente no manto do humilde indígena. Ele levou o manto com a imagem da Santíssima Virgem para a capela, e ali, em meio às lágrimas, pediu perdão a Nossa Senhora. Era o dia 12 de dezembro de 1531. 

Uma linda confirmação deu-se quando Juan Diego fora visitar o seu tio, que sadio narrou:"Eu também a vi. Ela veio a esta casa e falou a mim. Disse-me também que desejava a construção de um templo na colina de Tepeyac e que sua imagem seria chamada de 'Santa Maria de Guadalupe', embora não tenha explicado o porquê". Diante de tudo isso muitos se converteram e o santuário foi construído.

O grande milagre de Nossa Senhora de Guadalupe é a sua própria imagem. O tecido, feito de cacto, não dura mais de 20 anos e este já existe há mais de quatro séculos e meio. Durante 16 anos, a tela esteve totalmente desprotegida, sendo que a imagem nunca foi retocada e até hoje os peritos em pintura e química não encontraram na tela nenhum sinal de corrupção. 

No ano de 1971, alguns peritos inadvertidamente deixaram cair ácido nítrico sobre toda a pintura. E nem a força de um ácido tão corrosivo estragou ou manchou a imagem. Com a invenção e ampliação da fotografia descobriu-se que, assim como a figura das pessoas com as quais falamos se reflete em nossos olhos, da mesma forma a figura de Juan Diego, do referido bispo e do intérprete se refletiu e ficou gravada nos olhos do quadro de Nossa Senhora. Cientistas americanos chegaram à conclusão de que estas três figuras estampadas nos olhos de Nossa Senhora não são pintura, mas imagens gravadas nos olhos de uma pessoa viva. 

Declarou o Papa Bento XIV, em 1754: "Nela tudo é milagroso: uma Imagem que provém de flores colhidas num terreno totalmente estéril, no qual só podem crescer espinheiros... uma Imagem estampada numa tela tão rala que através dela pode se enxergar o povo e a nave da Igreja... Deus não agiu assim com nenhuma outra nação". 

Coroada em 1875 durante o Pontificado de Leão XIII, Nossa Senhora de Guadalupe foi declarada "Padroeira de toda a América" pelo Papa Pio XII no dia 12 de outubro de 1945. 

No dia 27 de janeiro de 1979, durante sua viagem apostólica ao México, o Papa João Paulo II visitou o Santuário de Nossa Senhora de Guadalupe e consagrou a Mãe Santíssima toda a América Latina, da qual a Virgem de Guadalupe é Padroeira. 


Nossa Senhora de Guadalupe, rogai por nós!

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Santo do dia

Hoje nos deixamos atingir pela santidade de vida de um Papa que buscou no Pastor Eterno e Universal toda a graça que necessitava para ser fiel num tempo de transição da Igreja. São Melquíades, de origem africana, fez parte do Clero Romano, até que em 310 faleceu o Papa Eusébio e foi eleito sucessor de São Pedro.

No período de seu governo, Melquíades sofreu com a perseguição aos cristãos pelo Imperador Máximo. Esta perseguição só teve um descanso quando Constantino venceu Máximo na histórica batalha em Roma (312) a qual atribuiu ao Deus dos cristãos. Com isto, surgiu o Edito de Milão em 313, concedendo a liberdade religiosa; assim, São Melquíades passou do Papa da perseguição para o Papa da liberdade dos cristãos.

Durante os quatro anos de seu Pontificado, as piores ameaças nasceram no interior da Igreja com os hereges. São Melquíades foi grande defensor da Fé, por isso combateu principalmente o Donatismo, que contestava a legitimação da eleição dos ministros de Deus e fanaticamente se substituía a qualquer autoridade.

Aproveitou Melquíades, a liberdade religiosa para organizar as sedes paroquiais em Roma e recuperar os bens da Igrejas perdidos durante a perseguição. São Melquíades através da Eucaristia semeou a unidade da Igreja de Roma com as demais igrejas. Entrou no céu em 314 e foi enterrado na Via Ápia, no cemitério de Calisto. Do Doutor Santo Agostinho, São Melquíades recebeu o seguinte reconhecimento: "Verdadeiro filho da paz, verdadeiro pai dos cristãos". 



São Melquíades, rogais por nós!